quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Mancha solar AR2209 cresce e se volta para a Terra

A gigantesca mancha solar AR2209 cresceu ainda mais nos últimos dias e já ocupa 1100 milionésimos da superfície solar. Posicionada no centro da estrela, a feição se tornou geoefetiva, com capacidade de ejetar poderosas quantidades de massa coronal em direção à Terra.


De acordo com o Centro de Previsão de Clima espacial dos EUA, SWPC, existe 40% de chances de emissão de flares de média e alta intensidade dentro das próximas 72 horas, com 40% de probabilidades de ocorreram tempestades geomagnéticas de forte intensidade nas latitudes mais elevadas do planeta.

AR2209 vem crescendo desde que surgiu no limbo do Sol há cerca de uma semana e desde então vem mantendo características magnéticas altamente complexas do tipo Beta-Gamma-Delta, capazes de provocar intensos flares de raios-x que podem atingir a classe-X, extremamente poderosas.
Neste momento a mancha AR2209 atinge 1100 milionésimos do disco solar, uma área superior a 3.3 bilhões de km quadrados.


Ejeção de Massa Coronal

Embora emissões de raios-x não atinjam a superfície da Terra, pois são barradas na atmosfera superior, normalmente essas emissões eletromagnéticas estão associadas às chamadas Ejeções de Massa Coronal (CME), que são enormes quantidades de partículas solares arremessadas ao espaço após uma explosão na superfície da estrela.


Quando ocorre uma CME, devido à rotação do Sol as partículas são lançadas ao espaço da mesma forma que um saco de areia arremessado de um carrossel, espalhando o material em forma de espiral. No caso do Sol, o material dispersado são partículas altamente carregadas, que viajam a mais de 2 milhões de km/h.

Em algumas ocasiões essas partículas podem atingir a Terra e uma das condições fundamentais para isso é que a região ativa esteja "geoefetiva", ou seja, alinhada com o nosso planeta já considerando a rotação do Sol. E esse é o caso de AR2209.

Ao atingem cerca de 60 mil km de altitude, as partículas são desviadas pela magnetosfera terrestre em direção aos polos. Na atmosfera superior dessas regiões elas se chocam com os átomos de oxigênio e nitrogênio e produzem radiação nos comprimentos de onda verde e vermelho respectivamente. Essas emissões luminosas são conhecidas como auroras polares e ocorrem entre 60 km e 150 km de altitude.


Consequências da Tempestade Solar

Uma CME que atinge a Terra pode provocar efeitos muito mais dramáticos que simples auroras e apesar de não oferecerem riscos à saúde, podem induzir correntes elétricas de forma indesejada com diversos efeitos sobre sistemas de distribuição de energia elétrica, navegação por satélite e nas comunicações intercontinentais por ondas curtas. Além disso, devido à mudanças na densidade da atmosfera superior, os satélites de orbita baixa podem ter sua reentrada precipitada ou então precisarem de reorientação.


Ao atingirem as altas camadas da atmosfera, as partículas carregadas causam forte instabilidade na ionosfera e fazem com que o índice KP que mede essa anomalia apresente elevação substancial, com valores que podem atingir entre KP=6 e KP=8. A tabela acima mostra os efeitos práticos caso os índices atinjam os valores mencionados.

Artes: No topo, registro solar feito no Observatório Apolo11, em Vila mariana, São Paulo, mostra a mancha solar AR2209 vista no comprimento de onda H-alpha. Na cena, um gigantesco filamento é o destaque no noroeste solar. Na sequencia, vídeo mostra o desenvolvimento da mancha solar AR2209 no comprimento de onda da luz visível, observado pelo satélite SDO, da Nasa. Acima, tabela com índice KP mostra possíveis consequências devido à explosões solares. Créditos: Apolo11.com e Nasa/SDO.

Fontes:
apolo11.com

Teorias tentam explicar os estranhos RUÍDOS DA TERRA gravados ao redor do mundo


Nos últimos anos, nas regiões mais diversas do planeta, foram registrados sons arrepiantes que, por sua vez, geraram especulações de todo o tipo sobre sua origem, ainda desconhecida até hoje. Embora a maior parte desses ruídos tenha sido gravada durante o mês de janeiro de 2012, existem outros casos similares, antes e depois. E são praticamente incontáveis os vídeos que circulam no YouTube, mostrando assustadores ruídos de baixa frequência, que parecem vir da atmosfera ou do próprio ranger da Terra.

Para citar apenas alguns exemplos, há vários anos, os moradores da cidade de Taos, nos EUA, ouvem um ruído estranho e muito similar a um motor movido a diesel, que parece vir de algum lugar próximo, embora seja impossível precisar qual. Para aumentar o mistério, o som é escutado apenas pelos residentes locais – nunca pelos turistas. Além desse, vale lembrar também o “zumbido de Bristol”, no Reino Unido, testemunhado por centenas de milhares de pessoas durante a década de 70.
A revista Naked Science fez um resumo das possíveis origens desses ruídos, agora registrados extensivamente graças às inovações tecnológicas, que permitem gravar os áudios a qualquer hora e em qualquer lugar.


Teoria apocalíptica 

Advém de muitas culturas que guardam lendas sobre um final de mundo anunciado por chifres e trompas, como é o caso dos hebreus e o som do shofar, ou o da mitologia escandinava, que afirma que o fim do mundo virá através do chamado de um chifre de ouro denominado Gjallarhorn. Já a mitologia grega menciona gigantes de cem braços enterrados pelos deuses no centro da Mãe Terra e que soltariam um odor forte, fazendo a natureza gemer.


Teoria industrial

São muitos os que recorrem a razões tecnológicas para explicar os ruídos estranhos da Terra. Isso aconteceu, por exemplo, com os sons que foram gravados em Kiev, em 2011, quando os mesmos foram relacionados às obras realizadas nas imediações da cidade. Algo parecido ocorreu com o “zumbido de Taos”, nos EUA, embora ninguém tenha explicado por que, em 2012, esses mesmos ruídos foram registrados simultaneamente no resto do planeta.


Teoria geofísica

Alguns pesquisadores afirmam que os ruídos provenientes do movimento do magma e das placas tectônicas podem se amplificar antes e durante os terremotos. Existem maneiras de prever os movimentos sísmicos através dessas advertências sonoras, apesar de ninguém ter explicado os enigmáticos gemidos terrestres registrados em zonas sem atividade sísmica.


Teoria climática 

Outra explicação científica vincula os ruídos da Terra a fenômenos climáticos naturais. A ruptura das ligações de hidrogênio, quando o gelo se derrete, gera uma determinada energia, que gera um ruído baixo, o qual, quando se apresenta em grandes quantidades, pode ser audível como um zumbido.

Fonte: RT