quinta-feira, 29 de setembro de 2016

AL BIELEK - O Viajante do Tempo


Sabemos que atualmente fazer uma viagem tanto ao futuro quanto ao passado é uma tarefa impossível, embora se acredite que um astronauta consegue viajar ao futuro por alguns instantes. De qualquer forma, quando pensamos sobre estas questões logo nos vem à mente filmes de ficção científica nos quais são realizadas viagens para o futuro ou passado. Mas o fato é que já existem muitos testemunhos de pessoas que afirmam acordar em outra época e lembrar exatamente como tudo ocorreu. Sem entrar em detalhes sobre se essas pessoas estavam completamente em sua “mente sã”, no artigo de hoje apresentaremos uma história interessante sobre este tema.

Esta é a história relatada por Al Bielek na qual ele recorda perfeitamente de suas seis semanas de permanência no ano de 2137 e dois anos passados com seu irmão no ano de 2749. Eles afirmam que sua viagem para o futuro fazia parte do Experimento Filadélfia. Ao longo deste artigo iremos discutir os diferentes pontos ou aspectos que estes homens afirmaram ver em sua viagem no tempo. Claro, tudo são basicamente suposições, mas caso deseje, com uma simples busca no google você verá com seus próprios os registros mantidos pelos irmãos. 

1. O projeto Montauk

Al Bielek e seu irmão Duncan faziam parte de um projeto secreto dos Estados Unidos chamado Montauk. Eles estavam desenvolvendo técnicas de guerras psicológicas e desenvolvendo muitas outras investigações inusitadas, incluindo a viagem no tempo.


2. O navio que os levou ao futuro

O navio chamado USS Eldridge (DE - 173) foi o barco onde Al Bielek viajou para o futuro em 13 de agosto de 1943, data do Experimento Filadélfia, um experimento que a marinha dos EUA utilizou para conseguir transportar o referido barco para vários pontos no tempo.


3. A medicina como a conhecemos estava completamente ultrapassada

O sistema médico do futuro utiliza tratamento por vibrações leves. Quando Al Bielek chegou ao ano de 2749, ele acordou um um hospital. Supostamente, quando Al Bielek observou todo o material cirúrgico e típico de hospital da época em que ele despertou, não tinha nada a ver com os equipamentos atuais, já que era tudo muito avançado e tecnológico.

4. As cidade não eram como as conhecemos

Bielek também afirmou que haviam numerosas cidades flutuantes que podiam ser transportadas para diferentes pontos do planeta. Algumas delas tinham mais de 2,5 milhas de altura, tudo isso graças a anos de investigação referente à luta contra a gravidade.


5. Sem reality shows na televisão

A maioria dos programas de TV eram educativos. As pessoas eram muitos práticas e racionais, o que resultou no extermínio de programas superficiais, juntamente daqueles que fazem acreditar que pessoas de outros estilos de vida são melhores.

6. População mundial extremamente reduzida

Apenas 300 milhões de pessoas viviam no ano de 2749. Os Estados Unidos, um dos maiores locais, continha cerca de 50 milhões de pessoas. Isto é pouco do que realmente faz sentido, já que com o passar do tempo e os danos causados ao planeta apenas algumas pessoas conseguiriam se adaptar ao “novo mundo”.

7. As guerras ficaram para trás

Houve uma grande guerra entre os russos e chineses assim como entre Estados Unidos e Europa. Mas no ano de 2749 as guerras eram praticamente impossíveis. Não haviam militares nem soldados, tão pouco marinha ou força aérea. Portanto, qualquer conflito entre países era irrelevante,

8. Os homens não governavam o mundo

Na verdade, não existia governo. O sistema computacional de inteligência sintética, construído no século 26, era o que comandava tudo e funcionava corretamente. Este grande sistema tornou o homem e seu conhecimento praticamente inútil, dizendo adeus ao trabalho físico.

9. O socialismo funcionava perfeitamente

Ninguém precisava ter dinheiro e não havia necessidade para isto em parte alguma. Todos tinham seus próprios “créditos” que permitiam “comprar” o que quisessem a qualquer momento.

10. O deslocamento dos polos começou a acontecer

A inversão dos polos foi detida por uma estrutura de posto artificial que foi especialmente desenhada para interromper o grande colapso que poderia acontecer.


11. As mudanças climáticas causaram mudanças geográficas

As costas dos continente tinham mudado consideravelmente. O nível da água era muitíssimo mais alto e ⅔ da Flórida tinha desaparecido. Se você pensar bem, este ponto não é muito exagero já que os danos ao planeta causados pelos seres humanos estão provocando graves consequências que, a longo prazo, podem desencadear resultados semelhantes aos que este homem afirmou presenciar no futuro. 


Fonte: Starstock / Vorply.com

STANLEY MEYER - O Inventor Assassinado e a Invenção Banida

Ao longo da história, houve muitas pessoas que apresentaram suas invenções ao mundo, alcançando ganhos incríveis ao criar algo extremamente prático e facilitador de uma tarefa específica. No entanto, existem outros inventores que, ao contrário dos bem sucedidos, não conseguiram nada, ou por terem invenções que não se encaixaram com a população, ou porque não era conveniente ao governo e a outras instituições que tal experimento entrasse em funcionamento.

O que aconteceria se todos e cada um dos motores de automóveis que atualmente existem em no nosso planeta simplesmente pudessem funcionar sem o uso de gasolina? Ao longo deste artigo falaremos de uma excelente invenção que se tornou algo muito perigoso para seu criador, o que resultou em nunca apresentar e comercializar a descoberta. Se você gosta de histórias interessantes, não deixe de seguir lendo este artigo.

No ano de 1985, Stanley Meyer foi à televisão para contar para toda a humanidade que havia inventado uma máquina que poderia libertar o nosso planeta da exploração do petróleo. Engenheiro de investigação e pesquisa, após 30 anos de estudos, conseguiu criar um dispositivo no interior de um motor de combustão capaz de produzir hidrogênio e oxigênio a partir da água, utilizando eletricidade sob os princípios do chamado eletrólise da água.

O seu sistema se baseava em quebrar a molécula da água com impulsos positivos de vários kilovolts e injetar a mistura para dentro da água de modo que a combustão pudesse criar água novamente. Por esse motivo Meyer afirmou que seu circuito poderia funcionar sem a necessidade de que se adicionasse mais água, já que o que sairia pelo cano de escape poderia ser reciclado. O custo da transformação do veículo seria menor do que custaria o combustível necessário para a vida inteira do motor.


Seriam necessários 7,4 microlitros de água por cada explosão, já que a água contém quase 3 vezes mais energia do que a gasolina. Stanley lançou o seu sistema em um pequeno veículo, os resultados foram surpreendentes e, imediatamente, muitas companhias de petróleo ofereceram grandes quantias em dinheiro em troca da patente, exaltando inclusive o interesse do Pentágono, mas Stanley sempre se manteve firme em não aceitar trato nenhum.

Em 1993, ele foi considerado o segundo melhor inventor do século ficando atrás apenas de Edison. Tudo estava indo bem e ele estava preste a iniciar a produção em massa de sua obra-prima para destiná-la ao público e acabar com o império do petróleo, mas em 21 de março de 1998 o inventor foi encontrado morto. Oficialmente, Stanley Meyer morreu acidentalmente em seu carro depois de um jantar em um restaurante, mas um dia antes havia assinado um contrato com o Ministério da Defesa dos Estados Unidos.


O relatório forense determinou que ele morreu de um aneurisma cerebral. Ele possuía 57 anos e, para muitas pessoas, morreu envenenado, enquanto outras acreditam que ele foi morto pelas companhias petrolíferas. O irmão de Stanley Meyer informou tempo depois que tanto o veículo quanto o equipamento experimental foram roubados de sua casa. Finalmente, o desenvolvimento de sua invenção foi totalmente imerso no mistério, assim como o final de sua vida.


Em nosso tempo, os seguidores de Meyer começaram a busca do material roubado e o recolhimento das investigações do inventor. Infelizmente, como vem acontecendo ao longo dos anos não só com vários inventores como também com o povo revolucionário em prol do bem-estar social, inocentemente um ou outro caso acaba com o responsável por aquilo na cadeia ou debaixo do chão.

É por isso que a triste realidade é a seguinte: se você tiver uma invenção revolucionária, antes de pensar em quem se beneficiaria com ela, pense no poder que ela tem e em que você pode prejudicar. Se você acha que este tema é interessante, também pode saber mais sobre o assunto com uma simples busca na Internet, onde poderá ver a entrevista completa que fizeram com Meyer.


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Como os Ingleses dividiram o Mundo Árabe


O desenvolvimento dos modernos Estados nacionais em todo o mundo árabe é um processo fascinante e comovente. Há 100 anos, a maioria dos árabes faziam parte do Império Otomano / Califado, um grande Estado multiétnico com sede em Istambul. Hoje, um mapa político do mundo árabe parece um quebra-cabeça muito complexo. Um curso complexo e intrincado de eventos na década de 1910 trouxeram o fim dos otomanos e a ascensão dessas novas nações com fronteiras que cortam todo o Oriente Médio, dividindo os muçulmanos uns dos outrs. Embora existam diversos fatores que tenham levado à isso, o papel que os britânicos fizeram nesta tarefa era muito maior do que qualquer outro participante na região. Em três acordos separados, eles fizeram promessas conflitantes em que os britânicos tiveram que sustentar. O resultado foi uma confusão política que dividiu uma grande parte do mundo muçulmano.


A eclosão da Primeira Guerra Mundial

O Império Otomano, em 1914, no início da guerra
No verão de 1914, eclodiu a guerra na Europa. Um complexo sistema de alianças, uma corrida armamentista militarista, ambições coloniais e má gestão geral nos níveis mais altos do governo levaram a esta guerra devastadora que tiraram a vida de 12 milhões de pessoas entre 1914 e 1918. No lado “Aliados” estavam os impérios da Grã-Bretanha, França e Rússia. O poder “Central” consistiu na Alemanha e da Áustria-Hungria.

A princípio, o Império Otomano decidiu permanecer neutro. Eles não eram quase tão fortes quanto qualquer um dos outros países que lutavam na guerra e eram assolados por ameaças internas e externas. O sultão otomano / califa era nada mais do que uma figura de proa, neste ponto, com o último sultão poderoso, Abdulhamid II, tendo sido derrubado em 1908 e substituído por um governo militar liderado pelos “Três Pashas”. Eles eram do grupo ocidentalizado secular, os Jovens Turcos. Financeiramente, os otomanos estavam em um dilema grave, devido a enormes dívidas para as potências européias que eles não foram capazes de pagar. Depois de tentar se juntar ao lado dos Aliados e serem rejeitados, os otomanos alinharam com as Potências Centrais em outubro de 1914.

Os britânicos imediatamente começaram a conceber planos para dissolver o Império Otomano e expandir seu império no Oriente Médio. Eles já tinham o controle do Egito desde 1888 e da Índia desde 1857. O Oriente Médio otomano estava bem no meio dessas duas colônias importantes e os britânicos estavam determinados a exterminá-lo como parte da guerra mundial.
A Revolta Árabe

Uma das estratégias britânicas foi transformar os assuntos árabes do Império Otomano contra o governo. Eles encontraram um ajudante pronto e disposto no Hejaz, a região ocidental da Península Arábica. Sharif Hussein bin Ali, o emir (governador) de Makkah entrou em um acordo com o governo britânico para se revoltar contra os otomanos. Suas razões para aliar-se com os britânicos contra outros muçulmanos permanece incerto. As possíveis razões para a sua revolta foram: desaprovação com os objetivos nacionalistas turcos dos Três Pashas, uma rixa pessoal com o governo otomano ou simplesmente um desejo de ter seu próprio reino.

O que quer que suas razões tenham sido, Sharif Hussein decidiu revoltar-se contra o governo otomano em aliança com os britânicos. Em troca, os britânicos prometeram fornecer dinheiro e armas para os rebeldes para ajudá-los a lutarem contra o exército muito mais organizado Otomano. Além disso, os britânicos prometeram-lhe que, depois da guerra, ele teria seu próprio reino árabe que cobriria toda a Península Arábica, incluindo a Síria e o Iraque. As cartas em que os dois lados negociavam e discutiam a revolta são conhecidas como as Correspondências McMahon-Hussein , já que Sharif Hussein estava se comunicando com o alto comissário britânico no Egito, Sir Henry McMahon.

Rebeldes árabes com os britânicos projetando
a bandeira da revolta árabe
Em junho de 1916, Sharif Hussein levou seu grupo de guerreiros armados beduínos do Hejaz em uma campanha armada contra os otomanos. Dentro de poucos meses, os rebeldes árabes conseguiram capturar inúmeras cidades do Hejaz (incluindo Jeddah e Makkah) com a ajuda do exército e da marinha britânica. Os britânicos prestaram apoio na forma de soldados, armas, dinheiro, conselheiros (incluindo o “lendário” Lawrence da Arábia) e uma bandeira. Os britânicos no Egito elaboraram uma bandeira para os árabes para usarem em batalha, que era conhecida como a “Bandeira da revolta árabe”. Esta bandeira se tornaria mais tarde o modelo para outras bandeiras árabes de países como a Jordânia, Palestina, Sudão, Síria e Kuwait.

Como a Primeira Guerra Mundial atravessou os anos 1917 e 1918, os rebeldes árabes conseguiram capturar algumas das principais cidades dos otomanos. Os britânicos avançaram na Palestina e no Iraque, capturando cidades como Jerusalém e Bagdá, os árabes ajudou-os através da captura de Amman e Aqaba. É importante notar que a Revolta Árabe não teve o apoio de uma grande maioria da população árabe. Foi um movimento minoritário de quase 2000 membros da tribo liderada por alguns líderes que procuravam aumentar seus próprios poderes. A grande maioria dos povos árabes ficou longe do conflito e não apoiaram os rebeldes ou o governo otomano. O plano de Sharif Hussein para criar seu próprio reino árabe foi um sucesso até agora, se não fosse por outras promessas que os britânicos fariam.


O Acordo Sykes-Picot

Antes que a revolta árabe pudesse mesmo começar e antes de Sharif Hussein criar seu reino árabe, os britânicos e franceses tinham outros planos. No inverno de 1915-1916, dois diplomatas, Sir Mark Sykes da Grã-Bretanha e François Georges-Picot da França secretamente se reuniram para decidir o destino do mundo árabe pós-otomano.

Controle britânico e francês de acordo com o Acordo Sykes-Picot

De acordo com o que se tornaria conhecido como o Acordo Sykes-Picot, os britânicos e franceses concordaram em dividir o mundo árabe entre si. Os britânicos estavam a tomar o controle do que é hoje o Iraque, Kuwait e Jordânia. Aos franceses foram dados Síria moderna, Líbano e sul da Turquia. O estado da Palestina foi determinado posteriormente, com a ambição sionista sendo tomada em conta. As zonas de controle que os britânicos e franceses criaram permitiram uma certa quantidade de autonomia árabe em algumas áreas, embora com controle europeu sobre esses reinos árabes. Em outras áreas, os britânicos e franceses foram prometidos controle total.

Apesar de ter sido concebido para ser um acordo secreto para um pós-Primeira Guerra Mundial do Oriente Médio, o acordo ficou conhecido publicamente em 1917, quando o governo russo bolchevique o expôs. O Acordo Sykes-Picot contradisse diretamente as promessas feitas pelos britânicos para Sherif Hussein e causou uma quantidade considerável de tensão entre os britânicos e árabes. No entanto, este não seria o último dos acordos conflitantes que os britânicos fariam.


A Declaração Balfour

Outro grupo que queria seu espaço no poder no cenário político do Oriente Médio foram os sionistas. O sionismo é um movimento político que apela à criação de um Estado judeu na Terra Santa da Palestina. Tudo começou em 1800 como um movimento que buscou encontrar uma pátria fora da Europa para os judeus (a maioria dos quais viviam na Alemanha, Polônia e Rússia).

Arthur Balfour e a Declaração Balfour original
Eventualmente os sionistas decidiram pressionar o governo britânico durante a Primeira Guerra Mundial para que permitissem se estabelecerem na Palestina após a guerra tivesse acabado. Dentro do governo britânico, haviam muitos que eram simpáticos a esse movimento político. Um deles foi Arthur Balfour, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha. Em 2 de novembro de 1917, ele enviou uma carta ao barão Rothschild, um líder na comunidade sionista. A carta declarou apoio oficial do governo britânico para os objetivos do movimento sionista para estabelecer um Estado judeu na Palestina:

“O ponto de vista do governo de Sua Majestade é a favor do estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu, e vai usar seus melhores esforços para facilitar a realização deste objetivo, sendo claramente entendido que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades existentes de não-judeus na Palestina, ou os direitos e estatuto político dos judeus em qualquer outro país.”

Três acordos conflitantes

Em 1917, os britânicos tinham feito três acordos diferentes com três grupos diferentes prometendo três futuros políticos diferentes para o mundo árabe. Os árabes insistiram em terem seu reino árabe que foi prometido a eles através de Sharif Hussein. Os franceses (e próprios britânicos) planejavam dividir essa mesma terra entre si. E os sionistas deveriam receber a Palestina como prometido por Balfour.

Em 1918, a guerra terminou com a vitória dos Aliados e a completa destruição do Império Otomano. Embora os otomanos existissem nominalmente até 1922 (e o califado existisse nominalmente até 1924), todos as ex-terras Otomanas estavam agora sob a ocupação européia. A guerra acabou mas o futuro do Oriente Médio ainda estava em disputa entre três lados diferentes.

Os mandatos que a Liga das Nações, criaram após a Primeira Guerra Mundial

Qual lado ganhou? Nenhum totalmente conseguiu o que queria. No rescaldo da Primeira Guerra Mundial, a Liga das Nações (precursora da Organização das Nações Unidas) foi estabelecida. Uma de suas tarefas era dividir as terras otomanas conquistadas. Ela elaborou “mandatos” para o mundo árabe. Cada mandato deveria ser governado pelos britânicos ou franceses “até o momento em que eles fossem capazes de se governarem sozinhos.” A Liga foi a que elaborou as fronteiras que vemos nos mapas modernos políticos do Oriente Médio. As fronteiras foram traçadas sem levar em conta os desejos das pessoas que viviam lá ou ao longo de fronteiras étnicas, geográficas ou religiosas – elas eram verdadeiramente arbitrárias. É importante notar que, ainda hoje, as fronteiras políticas no Oriente Médio não indicam diferentes grupos de pessoas. As diferenças entre os iraquianos, sírios, jordanianos, etc. foram totalmente criadas pelos colonizadores europeus como um método de dividir os árabes uns contra os outros.

Através do sistema de mandato, os britânicos e os franceses foram capazes de obterem o controle que queriam sob todo o Oriente Médio. Para Sharif Hussein, seus filhos foram autorizados a governarem com esses mandatos sob a “proteção” britânica. O Príncipe Faisal foi feito rei do Iraque e da Síria e o príncipe Abdullah foi feito rei da Jordânia. Na prática, porém, os britânicos e franceses tinham autoridade real sobre essas áreas.

Para os sionistas, eles foram autorizados pelo governo britânico a se estabelecerem na Palestina, embora com limitações. Os britânicos não queriam irritar os árabes que já viviam na Palestina, então eles tentaram limitar o número de judeus com permissão para migrar para a Palestina. Isto enfureceu os sionistas, que procuravam formas ilegais de imigrar ao longo das décadas de 1920 e 1940, bem como os árabes, que viram a imigração como a invasão da terra que havia sido deles desde que Salah al-Din a libertou em 1187.

A confusão política que a Grã-Bretanha criou no rescaldo da Primeira Guerra Mundial permanece até hoje. Os acordos concorrentes e os países subseqüentes que foram criados para desunir um muçulmanos do outro levou à instabilidade política em todo o Oriente Médio. O surgimento do sionismo juntamente com a desunião dos muçulmanos na região levou a governos corruptos e declínio econômico para o Oriente Médio como um todo. As divisões que os britânicos instituiram no mundo muçulmano permanecem fortes até hoje, apesar de terem sido inteiramente criadas dentro dos últimos 100 anos.


Bibliografia

  • Fromkin, David. A Peace to End All Peace: The Fall of the Ottoman Empire and the Creation of the Modern Middle East. New York: H. Holt, 2001.
  • Hourani, Albert Habib. A History Of The Arab Peoples. New York: Mjf Books, 1997. Print.
  • Ochsenwald, William, and Sydney Fisher. The Middle East: A History. 6th. New York: McGraw-Hill, 2003. Print.